{"id":4938,"date":"2026-06-18T18:27:42","date_gmt":"2026-06-18T21:27:42","guid":{"rendered":"https:\/\/exportarmt.com\/nota-publica-entre-a-fogueira-que-destroi-e-a-caldeira-que-desenvolve\/"},"modified":"2026-06-18T18:27:42","modified_gmt":"2026-06-18T21:27:42","slug":"nota-publica-entre-a-fogueira-que-destroi-e-a-caldeira-que-desenvolve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/nota-publica-entre-a-fogueira-que-destroi-e-a-caldeira-que-desenvolve\/","title":{"rendered":"NOTA P\u00daBLICA \u2013 Entre a fogueira que destr\u00f3i e a caldeira que desenvolve"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog-content\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4244\" src=\"https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Foto-Divulgacao-300x184.png\" alt=\"\" width=\"884\" height=\"542\" srcset=\"https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Foto-Divulgacao-300x184.png 300w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Foto-Divulgacao-1024x629.png 1024w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Foto-Divulgacao-768x472.png 768w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Foto-Divulgacao-1536x943.png 1536w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Foto-Divulgacao-18x12.png 18w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Foto-Divulgacao.png 1601w\" sizes=\"(max-width: 884px) 100vw, 884px\"><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>NOTA P\u00daBLICA \u2013 Entre a fogueira que destr\u00f3i e a caldeira que desenvolve<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Mato Grosso, 18 de junho de 2026 <\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 com perplexidade e indigna\u00e7\u00e3o que recebemos a informa\u00e7\u00e3o de que o Governo do Estado de Mato Grosso est\u00e1 as vias de proibir a utiliza\u00e7\u00e3o de cavaco de madeira nativa oriunda de supress\u00e3o vegetal devidamente licenciada para gera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em outras palavras: a mesma madeira que o pr\u00f3prio Estado autorizou explorar, com licenciamento, plano de manejo, taxas e fiscaliza\u00e7\u00e3o, agora n\u00e3o poder\u00e1 ser transformada em energia limpa, em emprego e em impostos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A alternativa proposta \u00e9 queimar a c\u00e9u aberto. Em pleno 2026, quando o mundo discute transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, bioeconomia e descarboniza\u00e7\u00e3o, descartar milh\u00f5es de toneladas de biomassa renov\u00e1vel \u00e9 desperdi\u00e7ar energia limpa, emprego e arrecada\u00e7\u00e3o \u2014 logo em um estado refer\u00eancia do agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A supress\u00e3o vegetal em quest\u00e3o \u00e9 legal.<\/strong> Possui licen\u00e7a emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), recolhe taxas e impostos como FETHAB e IMAD, e \u00e9 rastreada por meio do Documento de Origem Florestal (DOF), al\u00e9m de garantir a compensa\u00e7\u00e3o ambiental prevista em norma. O produtor cumpre a lei, o Estado arrecada, o meio ambiente ganha e os trabalhadores e suas fam\u00edlias t\u00eam seu sustento garantido. Ao proibir o aproveitamento, o Estado impede que uma atividade legal e leg\u00edtima seja desenvolvida, provocando inseguran\u00e7a jur\u00eddica e instabilidade socioecon\u00f4mica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O cavaco \u00e9 energia renov\u00e1vel. <\/strong>Substitui combust\u00edveis f\u00f3sseis, g\u00e1s e \u00f3leo BPF nas caldeiras das ind\u00fastrias. Reduz emiss\u00e3o de carbono f\u00f3ssil e d\u00e1 destino nobre a um res\u00edduo que, de outra forma, vira cinza sem valor. Ali\u00e1s, o uso de energia limpa e renov\u00e1vel \u00e9 justamente um dos principais diferenciais das cadeias produtivas presentes em Mato Grosso, como \u00e9 caso do etanol de milho. Diferentemente do etanol produzido nos Estados Unidos, que utiliza derivados de petr\u00f3leo em seu processo produtivo, o bioetanol mato-grossense \u00e9 considerado um dos mais limpos do planeta por ser produzido de fontes 100% renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Queimar res\u00edduo a c\u00e9u aberto \u00e9 contrassenso<\/strong>.\u00a0 Este sim \u00e9 verdadeiro retrocesso ambiental.\u00a0 Emite CO\u2082, material particulado e fuligem, sem qualquer aproveitamento energ\u00e9tico. \u00c9 justamente o que a legisla\u00e7\u00e3o ambiental busca evitar desde os anos 1990.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m de tudo isso, o preju\u00edzo \u00e9 bilion\u00e1rio. <\/strong>S\u00f3 em 2024, Mato Grosso produziu 2,63 milh\u00f5es de m\u00b3 de madeira nativa manejada. Desse volume, ao menos 30% vira res\u00edduo pass\u00edvel de cavaco. Proibir seu uso \u00e9 rasgar R$ 400 milh\u00f5es por ano em energia, log\u00edstica e tributos. \u00c9 impedir o desenvolvimento de regi\u00f5es mais afastadas e menos favorecidas de nosso estado.\u00a0 \u00c9 tirar o p\u00e3o da mesa de 12 mil fam\u00edlias que vivem da cadeia produtiva florestal e biomassa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 controversa, para dizer o m\u00ednimo, a nova medida do Governo de Mato Grosso contra o uso de cavaco de madeira nativa oriunda de supress\u00e3o legal. Enquanto de um lado o Estado festeja a atra\u00e7\u00e3o de bilh\u00f5es em investimentos das grandes fabricantes de etanol de milho, de outro trabalha para impedir sua expans\u00e3o e cortar o fornecimento do principal combust\u00edvel que move essas mesmas ind\u00fastrias: a biomassa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O Governo incentivou. Agora amea\u00e7a inviabilizar. <\/strong><\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, nos \u00faltimos cinco anos, Mato Grosso ofereceu incentivos fiscais, \u00e1reas de instala\u00e7\u00e3o e investimentos em log\u00edstica para atrair grandes players da cadeia de biocombust\u00edveis. S\u00e3o mais de R$ 18 bilh\u00f5es que v\u00e3o gerar empregos, renda e desenvolvimento. Proibir o uso de res\u00edduo de supress\u00e3o licenciada \u00e9 decretar o apag\u00e3o energ\u00e9tico da nova ind\u00fastria mato-grossense.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A conta n\u00e3o fecha<\/strong><\/p>\n<p>Engana-se quem pensa que a produ\u00e7\u00e3o de floresta plantada \u00e9 suficiente para abastecer a demanda de nosso estado. A \u00e1rea de cultivo em Mato Grosso \u00e9 de 120 mil hectares, segundo a Ind\u00fastria Brasileira de \u00c1rvores (IB\u00c1). S\u00f3 para abastecer as unidades de etanol j\u00e1 instaladas, s\u00e3o necess\u00e1rios 380 mil hectares, ou seja, h\u00e1 um d\u00e9ficit de 260 mil hectares. E ainda \u00e9 preciso considerar que o ciclo de eucalipto leva 7 anos entre plantio e colheita.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As caldeiras n\u00e3o podem esperar. A oferta de cavaco de floresta plantada \u00e9 insuficiente para a demanda industrial do estado. Ent\u00e3o, por que proibir a \u00fanica fonte complementar legal e ambientalmente correta dispon\u00edvel?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Pol\u00edtica ambiental s\u00e9ria n\u00e3o se faz com proibi\u00e7\u00f5es. Faz-se com regula\u00e7\u00e3o inteligente. O que n\u00f3s esperamos \u00e9 um governo centrado, que incentive o uso integral da madeira licenciada. Que transforme passivo em ativo. Que entenda que sustentabilidade n\u00e3o \u00e9 proibir, \u00e9 dar intelig\u00eancia ao uso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mato Grosso precisa escolher entre dois caminhos: o da modernidade, que transforma res\u00edduo em energia, legalidade em valor agregado e floresta manejada em desenvolvimento; ou o do retrocesso, que prefere a fogueira \u00e0 caldeira do progresso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico tem legitimidade e dever de exigir o cumprimento da lei ambiental. Mas tem, sobretudo, o dever de promover o interesse p\u00fablico. E n\u00e3o h\u00e1 interesse p\u00fablico em transformar recurso renov\u00e1vel em passivo ambiental. N\u00e3o h\u00e1 interesse p\u00fablico em jogar fora R$ 400 milh\u00f5es por ano em energia, emprego e tributo. N\u00e3o h\u00e1 interesse p\u00fablico em exportar para o mundo a imagem de um Estado que autoriza, taxa, fiscaliza e depois manda queimar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O que se espera do MP \u00e9 que seja guardi\u00e3o da legalidade e indutor de boas pr\u00e1ticas. Que apoie o consumo nobre da biomassa licenciada. Que exija filtros, efici\u00eancia energ\u00e9tica e rastreabilidade. Que diferencie o produtor que cumpre a lei do criminoso que desmata. E o setor produtivo est\u00e1 pronto para trabalhar junto pelo desenvolvimento sustentado na legalidade, na rastreabilidade e na conserva\u00e7\u00e3o da nossa biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Por Gleisson Omar Tagliari \u2013 Presidente do Centro das Ind\u00fastrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM) <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Fl\u00e1vio Salino Moreira, Presidente do Sindicato dos Madeireiros de Sorriso (SIMAS)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Jo\u00e3o Carlos Paulino J\u00fanior, Presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso (SIMNO)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Carlos Roberto Torremocha, Presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias de Laminados e Compensados do Estado de Mato Grosso (SINDILAM)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Fernando Zafonato, Presidente do Sindicato Intermunicipal das Ind\u00fastrias de Base Florestal do Estado de Mato Grosso (SINDIFLORA)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Felipe Antoniolli, Presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (SINDUSMAD)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Ant\u00f4nio Lu\u00eds Benedet, Presidente do Sindicato Intermunicipal das Ind\u00fastrias Madeireiras do Vale do Arinos (SIMAVA)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Dioni Brezovsky Domiciano, Presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso (SIMENORTE)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Claudinei Melo Freitas, Presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias Madeireiras do M\u00e9dio Norte do Estado de Mato Grosso (SINDINORTE)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cipem.org.br\/\">Fonte: Site Cipem<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 NOTA P\u00daBLICA \u2013 Entre a fogueira que destr\u00f3i e a caldeira que desenvolve \u00a0 Mato Grosso, 18 de junho de 2026 \u00a0 \u00c9 com perplexidade e indigna\u00e7\u00e3o que recebemos a informa\u00e7\u00e3o de que o Governo do Estado de Mato Grosso est\u00e1 as vias de proibir a utiliza\u00e7\u00e3o de cavaco de madeira nativa oriunda de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4939,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-4938","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4938"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4938\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}