{"id":4950,"date":"2026-07-10T11:21:24","date_gmt":"2026-07-10T14:21:24","guid":{"rendered":"https:\/\/exportarmt.com\/dia-do-engenheiro-florestal-guia-inedito-de-identificacao-permite-catalogar-arvores-nativas-de-mato-grosso\/"},"modified":"2026-07-10T11:21:24","modified_gmt":"2026-07-10T14:21:24","slug":"dia-do-engenheiro-florestal-guia-inedito-de-identificacao-permite-catalogar-arvores-nativas-de-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/dia-do-engenheiro-florestal-guia-inedito-de-identificacao-permite-catalogar-arvores-nativas-de-mato-grosso\/","title":{"rendered":"Dia Do Engenheiro Florestal: Guia in\u00e9dito de identifica\u00e7\u00e3o permite catalogar \u00e1rvores nativas de Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog-content\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-4264\" src=\"https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/21-225x300.png\" alt=\"\" width=\"783\" height=\"1044\" srcset=\"https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/21-225x300.png 225w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/21-768x1024.png 768w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/21-1152x1536.png 1152w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/21-1536x2048.png 1536w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/21-9x12.png 9w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/21-scaled.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 783px) 100vw, 783px\"><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>DIA DO ENGENHEIRO FLORESTAL\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b><i>Guia in\u00e9dito de identifica\u00e7\u00e3o permite catalogar \u00e1rvores nativas de Mato Grosso<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Coordenado pela Prof. Dra. Gracialda Ferreira (UFRA) e Prof. Dra. C\u00e9lia Soares (UNEMAT), em parceria com o Cipem, projeto j\u00e1 reconheceu 106 esp\u00e9cies em quatro regi\u00f5es; trabalho ainda \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o do que falta mapear no estado<\/span><\/i><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes de qualquer \u00e1rvore ser cortada dentro de um Plano de Manejo Florestal (PMF), o profissional precisa ter certeza de qual esp\u00e9cie est\u00e1 diante dela. Esse \u00e9 o ponto de partida de uma pesquisa que, desde 2024, vem percorrendo florestas em Mato Grosso para construir um guia in\u00e9dito de identifica\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica das esp\u00e9cies madeireiras mais comercializadas no Estado. <\/span><b>O trabalho \u00e9 protagonizado por engenheiras florestais, categoria profissional homenageada em 12 de julho, Dia do Engenheiro Florestal<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. A equipe re\u00fane mais de 14 pessoas, entre coordenadoras, pesquisadores e estagi\u00e1rios das universidades envolvidas.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto \u201cEsp\u00e9cies Arb\u00f3reas Mais Comercializadas no Mato Grosso\u201d \u00e9 realizado pela Universidade Federal Rural da Amaz\u00f4nia (UFRA) e pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), com apoio financeiro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (SEDEC) idealizado pelo Centro das Ind\u00fastrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem). A coordena\u00e7\u00e3o \u00e9 assinada por Gracialda Ferreira (UFRA) e C\u00e9lia Soares (UNEMAT).<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objetivo \u00e9 garantir seguran\u00e7a t\u00e9cnica para quem est\u00e1 na floresta reconhecendo as esp\u00e9cies, para as ag\u00eancias de fiscaliza\u00e7\u00e3o e licenciamento, e tamb\u00e9m para o setor produtivo, que passa a comercializar com mais tranquilidade a partir do momento em que trabalha com esp\u00e9cies cuja identifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 tecnicamente validada.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Gracialda Ferreira, o problema que a pesquisa busca resolver n\u00e3o \u00e9 novo. \u201cA floresta amaz\u00f4nica tem uma diversidade muito grande de esp\u00e9cies. Reconhec\u00ea-las \u00e9 o princ\u00edpio da produ\u00e7\u00e3o florestal \u2014 e isso tem sido um grande gargalo para o manejo sustent\u00e1vel\u201d, afirma a pesquisadora, que atua desde 1995 \u00e0 frente de um grupo de pesquisa dedicado a produzir informa\u00e7\u00f5es sobre morfologia e anatomia da madeira.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi em 2023 que essa trajet\u00f3ria de pesquisa ganhou uma frente espec\u00edfica em Mato Grosso. \u201cFui convidada pela minha universidade, a pedido do Cipem, para conduzir esse projeto aqui no Estado. E, a partir de janeiro de 2024, iniciamos um trabalho de coletas bot\u00e2nicas ao longo de todo o territ\u00f3rio\u201d, conta Gracialda.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Frutos da pesquisa \u2013 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Desde ent\u00e3o, o projeto realizou cinco campanhas de campo. As tr\u00eas primeiras, em 2024, percorreram oito munic\u00edpios: Sinop, Santa Carmem, Nova Ubirat\u00e3, Alta Floresta, Cotrigua\u00e7u, Nova Monte Verde, Juara e Apiac\u00e1s, com coletas em nove fazendas. Em 2025, em Aripuan\u00e3, no Centro-Oeste do Estado, e neste ano, uma quinta campanha est\u00e1 em andamento nos munic\u00edpios de Rondol\u00e2ndia, Colniza e Aripuan\u00e3.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O resultado, at\u00e9 maio de 2026, \u00e9 expressivo: 433 \u00e1rvores amostradas em quatro regi\u00f5es do Estado. O material coletado est\u00e1 associado a 84 nomes vulgares e 93 nomes cient\u00edficos. No total, 106 esp\u00e9cies j\u00e1 foram reconhecidas e, destas pelo menos cinco n\u00e3o tinham a sua ocorr\u00eancia registrada para o Estado. Cada amostra passa por um processo minucioso, da herboriza\u00e7\u00e3o no Herb\u00e1rio da Amaz\u00f4nia Meridional (HERBAM), em Alta Floresta, \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica e caracteriza\u00e7\u00e3o da anatomia da madeira no Laborat\u00f3rio de Taxonomia de \u00c1rvores da UFRA, em Bel\u00e9m (PA). Em alguns casos, os laudos t\u00e9cnicos produzidos pela equipe t\u00eam validado o registro de esp\u00e9cies que ainda n\u00e3o constavam na base nacional de refer\u00eancia, o Reflora.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Das 106 esp\u00e9cies reconhecidas, 50 foram selecionadas como as mais comercializadas no mercado madeireiro mato-grossense e v\u00e3o compor o guia final. At\u00e9 maio de 2026, 34 j\u00e1 tinham material morfol\u00f3gico e anat\u00f4mico completo. A primeira etapa do projeto deve ser conclu\u00edda em 31 de julho, com a expectativa de que o n\u00famero chegue a 40 esp\u00e9cies.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Sem continuidade, o trabalho para pela metade<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos resultados, Mato Grosso ainda tem um universo amplo de esp\u00e9cies madeireiras que n\u00e3o foi mapeado nem registrado formalmente em herb\u00e1rios de refer\u00eancia nacionais. \u201cO trabalho constru\u00eddo at\u00e9 aqui representa um investimento t\u00e9cnico que come\u00e7a a dar retorno ao setor de base florestal, mas que s\u00f3 se consolida com a conclus\u00e3o das etapas seguintes. O projeto j\u00e1 demonstrou capacidade de qualificar o manejo florestal em Mato Grosso, e todos ganham com isso\u201d, Valdinei Bento dos Santos, diretor executivo do Cipem.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A parceria com a SEDEC segue sendo pe\u00e7a-chave nessa trajet\u00f3ria, \u00e9 o que viabiliza as campanhas de campo, a estrutura laboratorial e a equipe respons\u00e1vel por transformar coleta bot\u00e2nica em ferramenta pr\u00e1tica para o setor produtivo.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO setor de base florestal de Mato Grosso vem se consolidando como um dos pilares da nossa economia, combinando gera\u00e7\u00e3o de emprego, renda e preserva\u00e7\u00e3o ambiental por meio do manejo florestal sustent\u00e1vel. Investir em pesquisas como essa significa oferecer mais seguran\u00e7a t\u00e9cnica ao setor produtivo, fortalecimento a gest\u00e3o dos recursos florestais e amplia\u00e7\u00e3o da base de conhecimento necess\u00e1ria para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas cada vez mais eficientes. Essa parceria entre universidades, setor produtivo e Governo do Estado demonstra que o desenvolvimento sustent\u00e1vel se constr\u00f3i com ci\u00eancia, inova\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o\u201d, Mayran Beckman, secret\u00e1ria de Estado de Desenvolvimento Econ\u00f4mico de Mato Grosso.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gracialda Ferreira refor\u00e7a o valor da parceria com o setor produtivo para a continuidade do trabalho. \u201c\u00c9 o setor entendendo que investir em ci\u00eancia, em identifica\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica, \u00e9 investir na seguran\u00e7a do pr\u00f3prio manejo florestal, que resulta em gera\u00e7\u00e3o de renda, seguran\u00e7a social e crescimento econ\u00f4mico\u201d.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pesquisa e avan\u00e7o econ\u00f4mico andam juntos. Neste 12 de julho, Dia do Engenheiro Florestal, o Cipem celebra profissionais que atuam entre a ci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o, equilibrando conserva\u00e7\u00e3o e economia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cipem.org.br\/\">Fonte: Site Cipem<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 DIA DO ENGENHEIRO FLORESTAL\u00a0 \u00a0 Guia in\u00e9dito de identifica\u00e7\u00e3o permite catalogar \u00e1rvores nativas de Mato Grosso \u00a0 Coordenado pela Prof. Dra. Gracialda Ferreira (UFRA) e Prof. Dra. C\u00e9lia Soares (UNEMAT), em parceria com o Cipem, projeto j\u00e1 reconheceu 106 esp\u00e9cies em quatro regi\u00f5es; trabalho ainda \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o do que falta mapear no estado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4951,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-4950","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4950"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4950\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/exportarmt.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}