{"id":4954,"date":"2026-07-17T14:43:14","date_gmt":"2026-07-17T17:43:14","guid":{"rendered":"https:\/\/exportarmt.com\/proteger-a-floresta-e-mante-la-em-pe-e-produzindo\/"},"modified":"2026-07-17T14:43:14","modified_gmt":"2026-07-17T17:43:14","slug":"proteger-a-floresta-e-mante-la-em-pe-e-produzindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/exportarmt.com\/es\/proteger-a-floresta-e-mante-la-em-pe-e-produzindo\/","title":{"rendered":"Proteger a floresta \u00e9 mant\u00ea-la em p\u00e9 e produzindo"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog-content\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-4282\" src=\"https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-Gleisson-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"879\" height=\"659\" srcset=\"https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-Gleisson-300x225.jpeg 300w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-Gleisson-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-Gleisson-768x576.jpeg 768w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-Gleisson-372x279.jpeg 372w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-Gleisson-16x12.jpeg 16w, https:\/\/cipem.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-Gleisson.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 879px) 100vw, 879px\"><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>Por Gleisson Tagliari, Presidente do Cipem<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No imagin\u00e1rio coletivo, proteger uma floresta ainda significa deix\u00e1-la completamente intocada. Esta ideia, apesar de ancorada no senso comum, \u00e9 insuficiente para responder aos desafios ambientais, econ\u00f4micos e sociais da atualidade. Neste Dia da Prote\u00e7\u00e3o \u00e0s Florestas (17), convido voc\u00ea a ampliar essa reflex\u00e3o: a floresta est\u00e1 protegida quando gera valor, emprego e renda de forma respons\u00e1vel. Essa \u00e9 a ess\u00eancia do manejo florestal sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Durante muito tempo, a atividade do setor de base florestal foi julgada pelo seu pior exemplo. Ao colocar no mesmo patamar a explora\u00e7\u00e3o ilegal e o manejo florestal sustent\u00e1vel, criou-se uma distor\u00e7\u00e3o que ainda persiste no debate p\u00fablico. S\u00e3o pr\u00e1ticas opostas. Enquanto a primeira destr\u00f3i o bioma, a segunda \u00e9 planejada, fiscalizada e baseada em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos rigorosos para garantir que o ecossistema continue em p\u00e9, produtivo e capaz de se renovar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O manejo sustent\u00e1vel baseia-se em um princ\u00edpio essencial: colher apenas o que a floresta \u00e9 capaz de repor naturalmente. Por isso, apenas \u00e1rvores aptas ao corte s\u00e3o retiradas, seguindo ciclos que variam entre 20 e 25 anos. Esse intervalo permite que a mata se regenere, mantenha sua biodiversidade e continue desempenhando seu papel ambiental.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Um benef\u00edcio ainda pouco difundido \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico. Durante o crescimento, as \u00e1rvores realizam a fixa\u00e7\u00e3o de carbono, absorvendo di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) da atmosfera e incorporando-o \u00e0 sua estrutura. Quando envelhecem e entram em processo de decomposi\u00e7\u00e3o, esse carbono retorna ao ambiente. A t\u00e9cnica do manejo, por\u00e9m, permite colher \u00e1rvores maduras de forma planejada antes desse decl\u00ednio natural. Ao serem transformadas em m\u00f3veis, pisos e vigas, esse carbono permanece armazenado por d\u00e9cadas em produtos de longa vida \u00fatil, um processo estrat\u00e9gico chamado de sequestro de carbono.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a floresta se regenera. Novas \u00e1rvores crescem, reiniciando o ciclo de fixa\u00e7\u00e3o de carbono e garantindo a renova\u00e7\u00e3o permanente. Soma-se a isso outra vantagem, especialmente relevante para a constru\u00e7\u00e3o civil: a madeira exige muito menos energia para ser processada do que materiais como concreto, a\u00e7o e cer\u00e2mica, podendo gerar emiss\u00f5es de carbono at\u00e9 vinte vezes menores em determinadas aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Hoje, a madeira \u00e9 totalmente rastre\u00e1vel. Por meio de um QR Code, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar o percurso de cada pe\u00e7a, desde a floresta at\u00e9 o consumidor final, garantindo a origem legal e a transpar\u00eancia de toda a cadeia produtiva. Em um mercado internacional cada vez mais rigoroso, essa rastreabilidade fortalece a confian\u00e7a no produto brasileiro e amplia nossa competitividade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1, ainda, um aspecto frequentemente ignorado: o manejo transforma a conserva\u00e7\u00e3o em uma atividade econ\u00f4mica permanente, reduz a press\u00e3o sobre \u00e1reas de desmatamento ilegal e fortalece a legalidade. Em Mato Grosso, o setor de base florestal sustenta a economia de 44 munic\u00edpios e gera cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos. N\u00e3o s\u00e3o apenas n\u00fameros; s\u00e3o milhares de fam\u00edlias cuja renda depende da floresta conservada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O debate sobre a prote\u00e7\u00e3o das matas precisa superar antigos paradigmas. N\u00e3o existe contradi\u00e7\u00e3o entre produzir e conservar quando a produ\u00e7\u00e3o respeita os limites da natureza; na verdade, uma depende da outra. Uma floresta sem valor econ\u00f4mico torna-se mais vulner\u00e1vel \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o irregular. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel gera riqueza e incentivos perenes para que o bioma continue existindo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Neste Dia da Prote\u00e7\u00e3o \u00e0s Florestas, a principal mudan\u00e7a necess\u00e1ria est\u00e1 no imagin\u00e1rio coletivo. \u00c9 preciso compreender que o manejo sustent\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a, mas uma das ferramentas mais eficazes para manter a floresta viva, em p\u00e9 e capaz de gerar benef\u00edcios ambientais, sociais e econ\u00f4micos para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. N\u00f3s, do Centro das Ind\u00fastrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), assumimos o compromisso de continuar comunicando, promovendo pesquisas e realizando eventos para que, gradualmente, essa mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>*Centro das Ind\u00fastrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Gleisson Tagliari<\/strong> \u00e9 engenheiro e atua h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas no setor de base florestal em Mato Grosso, \u00e0 frente da GTO Madeireiras, em Sinop. Foi presidente do Sindusmad entre 2013 e 2016 e ocupa atualmente a presid\u00eancia interina do Cipem<\/p>\n<\/div>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cipem.org.br\/\">Fonte: Site Cipem<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Por Gleisson Tagliari, Presidente do Cipem \u00a0 No imagin\u00e1rio coletivo, proteger uma floresta ainda significa deix\u00e1-la completamente intocada. Esta ideia, apesar de ancorada no senso comum, \u00e9 insuficiente para responder aos desafios ambientais, econ\u00f4micos e sociais da atualidade. 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